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Fazer comida ou pedir delivery? Saiba os prós e contras de cada um

Ao fazer comida em casa, fica mais fácil controlar a qualidade dos alimentos e o modo de preparo
Ao fazer comida em casa, fica mais fácil controlar a qualidade dos alimentos e o modo de preparo

Muitas vezes, a gente não tem tempo (ou paciência) de cozinhar em casa e acaba pedindo delivery - o que acaba sendo mais prático. No entanto, muitas pessoas "abusam", pedindo comida com muita frequência (em vez de colocar a mão na massa). Mas será que esse é um hábito realmente indicado? Nós conversamos com a nutricionista Nicolle Venturi, que falou sobre os prós e contras de preparar comida ou pedir delivery. Confira!

Ao preparar comida em casa, você se certifica da qualidade dos ingredientes e garante higiene no preparo

Se você faz parte do time que ama cozinhar, sabe que tomar as rédeas da cozinha pode ser algo prazeroso e divertido. De acordo com a nutricionista Nicolle Venturi, é muito bom cultivar esse hábito. "Quanto a preparar comida em casa, eu não vejo aspectos negativos - a não ser que a pessoa não saiba cozinhar. Mesmo assim, é sempre bom se aventurar na cozinha e aprender pelo menos algumas receitas. Organizar as compras talvez seja um 'contra'. Nesse caso, uma boa dica é pensar em um cardápio e, com base nele, definir as compras e as quantidades de cada item", afirma.

Outro ponto positivo de cozinhar em casa é que, dessa forma, você economiza e tem total consciência de todas as etapas de preparo e dos alimentos usados. A nutricionista Nicolle explica como esse ponto pode ser muito positivo. "O lado bom de preparar comida em casa é que, assim, você sabe exatamente como as coisas estão sendo feitas e os ingredientes utilizados. O resultado é uma comida mais saudável, no geral, e que respeita a higiene (pois você lava as mãos, não coloca o talher na boca e depois de volta na panela e não utiliza utensílios sujos, por exemplo)", complementa Nicolle.

"O ideal é apostar em receitas que envolvam mais de um grupo de alimentos, como carne com legumes, salada com dois tipos de grãos ou massa com legumes e carne. Existem pratos que têm todos os grupos de alimentos, como arroz de forno (feito com ervilha, cenoura, chuchu, abobrinha e frango ou carne, se desejar). Aposte também no forno elétrico, que é um ótimo aliado para quem quer praticidade. Você coloca a receita, programa um timer e vai fazer o que precisa. Quando apitar, basta verificar o prato e, se já estiver pronto, é só consumir. Outra dica interessante é fazer uma quantidade maior de comida e depois congelar. O freezer funciona como ótimo aliado nesse sentido", recomenda a profissional.

Pedir delivery garante mais praticidade e permite variar no cardápio

De acordo com a nutricionista Nicolle Venturi, o lado bom de pedir delivery é justamente poder fugir do comum (daquilo que comemos geralmente em casa. "Como vantagem, eu destaco a praticidade e a possibilidade de comer algo diferente do cotidiano, que a pessoa não saiba preparar", afirma. Pedir pizza, hambúrguer, comida japonesa ou mexicana (experimentando culinárias diferentes) realmente é muito gostoso, não é mesmo?

Apesar de ser mais prático pedir comida da rua, é importante destacar que alguns cuidados devem ser tomados. De acordo com a nutricionista, é importante analisar alguns pontos. "Como desvantagem, tem a questão da segurança do alimento. Caso seja um restaurante que você conhece e confia, não tem problema pedir. No entanto, pedir comida em restaurantes aleatórios talvez seja um pouco problemático. Você não sabe, por exemplo, se o armazenamento e a temperatura de transporte foram corretos. Caso não haja bolsa térmica para manter a temperatura e o restaurante for muito longe do local da entrega, a comida ficará mais tempo fora da temperatura ideal e, assim, maior é a probabilidade de proliferação de microrganismos", explica Nicolle.

"Também não dá para saber se quem realizou o preparo e a manipulação dos alimentos está saudável (sem nenhuma doença) e realizou todos os procedimentos adequados de higienização. A dica que dou é a confiança e o conhecimento. Peça para conhecer o local de produção, descubra se tem algum responsável pelo controle higiênico-sanitário e, assim, certifique-se de que todos os passos são seguidos adequadamente. E, quando chegar a comida, transfira para um utensílio de casa em vez de comer direto da embalagem", finaliza Nicolle.

* Nicolle Venturi é formada em Nutrição pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e, atualmente, faz a segunda graduação em Gastronomia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

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