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Dia Internacional da Mulher: 10 filmes de histórias reais para lembrar a importância da data

Para celebrar o Dia da Mulher dê uma pausa na faxina, separe o seu lanchinho e curta um bom filme com uma personagem feminina forte
Para celebrar o Dia da Mulher dê uma pausa na faxina, separe o seu lanchinho e curta um bom filme com uma personagem feminina forte

Desde 1975, o 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. A data foi estabelecida pela ONU para lembrar a eterna luta das mulheres por mais espaço e voz na sociedade como um todo. Por isso, vale a pena dar uma pausa nas tarefas do dia a dia para celebrar a força de todas elas. E tem forma melhor para fazer isso do que vendo um filme? Para facilitar o seu trabalho na busca por algo para assistir, nós listamos 10 longas que contam a história de mulheres reais e que merecem ser lembradas. Escolha o que mais te interessa, prepare a pipoca - ou qualquer outro lanchinho que vá te agradar - e divirta-se!

Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures, 2016)

O filme, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme em 2017, conta a história de Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe) - três mulheres negras responsáveis por feitos históricos na NASA, a Agência Espacial Americana. Katherine, por exemplo, calculou à mão o lançamento de John Glenn, primeiro astronauta a entrar na órbita da terra. Dorothy foi a primeira mulher negra a ser promovida a chefe de departamento da NACA (agência que veio antes da NASA). Já Mary foi a primeira engenheira aeroespacial da NACA. As três, juntas, ajudaram também a calcular a trajetória de voo do Projeto Mercury e do Apollo 11.

Grandes Olhos (Big Eyes, 2014)

Margaret Keane (Amy Adams) é uma pintora que ficou famosa por representar mulheres e crianças com olhos grandes, como indica o nome do filme. Por assinar apenas com o sobrenome, que era de seu marido, ele - o pintor Walter Keane (Christoph Waltz) - conseguia vender as obras como se elas fossem de sua autoria. Afinal, nos anos 1950 era difícil uma mulher conseguir se sobressair pelo seu trabalho. Mas tudo muda quando Walter passa a usurpar a obra da esposa e ela entra na Justiça para provar que é a verdadeira artista consagrada.

Frida (2002)

Definitivamente uma das mulheres mais reconhecidas pelo seu trabalho é Frida Kahlo (Salma Hayek). Casada com o também pintor Diego Rivera (Alfred Molina), o filme mostra a vida sofrida dessa grande mulher e todo o caminho que ela teve que percorrer para ser considerada uma das maiores pintoras da América Latina. Também vale destacar que Frida era feminista, socialista e vivia de forma livre, sem se importar com o que a sociedade pensava a seu respeito.

Persépolis (Persepolis, 2007)

Essa animação francesa é inspirada em um quadrinho de mesmo nome, que por sua vez é uma autobiografia de sua autora. Marjane Satrapi (dublada no filme por Chiara Mastroianni) nasceu em um Irã que não havia passado ainda pela Revolução Iraniana, e vê todas as mudanças que no país após a queda da monarquia - o que inclui a perda de vários direitos para as mulheres. A história mostra também a sua saída e retorno para o Irã, e todos os contrastes entre a vida em sua terra natal e na Áustria, onde mora por vários anos.

Amelia (2009)

É possível que você já tenha visto algo a respeito de Amelia Earhart (Hilary Swank) - nem que seja como coadjuvante no filme "Uma Noite no Museu" (2006)! Ela foi ninguém mais ninguém menos do que a primeira mulher a cruzar o Oceano Atlântico sozinha pilotando um avião. Tanto é que isso lhe valeu a medalha "The Distinguished Flying Cross", dada a pessoas que tiveram uma grande conquista ou fizeram um ato heroico em um voo aéreo. Ela também lutava pelos direitos das mulheres e contribuiu para que outras se tornassem pilotas como ela.

Nise: O Coração da Loucura (2015)

E que tal um filme nacional? Aqui conhecemos a história de Nise da Silveira (Gloria Pires), uma psiquiatra que lutou por um tratamento mais humanizado aos doentes mentais, o que inclui acabar com o eletrochoque e com a lobotomia. Ela também ficou conhecida por usar a arte como forma de tratamento e foi pioneira no uso de animais para melhorar o bem-estar dos pacientes. Sua importância foi tanta que até hoje seu trabalho é reconhecido internacionalmente.

As Sufragistas (Suffragette, 2015)

Embora a personagem principal não tenha existido de fato, o filme conta com figuras históricas para mostrar o que foi a luta das mulheres britânicas pelo direito ao voto universal. Além disso, a protagonista foi inspirada na vida da ativista Hannah Mitchell, uma socialista que lutava pelo sufrágio feminino de forma pacífica. O filme mostra também Emmeline Pankhurst (Meryl Streep), uma das fundadoras do movimento sufragista na Inglaterra.

Rainha de Katwe (Queen of Katwe, 2016)

Embora não seja um filme muito conhecido ele ainda assim vale a pena ser visto! Isso porque conta a história Phiona Mutesi (Madina Nalwanga), uma jovem de Uganda que, embora tenha precisado largar a escola por falta de dinheiro - já que vinha de uma família pobre -, conseguiu se destacar no xadrez. Aos 14 anos ela já tinha chamado a atenção nas Olimpíadas de Xadrez e se tornado Candidata a Mestre - a única em toda a história de seu país.

Malala (He Named Me Malala, 2015)

Sim, também temos documentário na lista! E desta vez é sobre a história da ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que foi baleada pelo talibã por lutar pelos direitos das meninas a irem para a escola. Sua coragem a fez se tornar, aos 17 anos, a pessoa mais jovem a ganhar um Prêmio Nobel - no seu caso, o da Paz.

O Milagre de Anne Sullivan (The Miracle Worker, 1962)

Para encerrar a lista temos um filme antigo e nem tão conhecido, mas que faz até mesmo os mais insensíveis se emocionarem. Ele conta a história de Anne Sullivan (Anne Bancroft) uma educadora com quase nenhuma visão que tem se torna professora de Helen Keller (Patty Duke). Essa, por sua vez, se tornou a primeira pessoa cega e surda a ter um bacharelado, tendo se formado em jornalismo e se tornado uma escritora conhecida. Mas o filme não chega a tanto, mostrando apenas o período em que as duas personagens se conheceram e a tentativa de Anne de mostrar a Helen o que era o mundo.

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